Preconceito a si próprio.

Capa de revista com Gisele Bündchen causa polêmica nos EUA
Imagem com o jogador LeBron James faz alusões depreciativas aos negros, dizem críticos.
“Vogue” afirmou que intenção era colocar “dois astros no melhor de suas formas”.

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Preconceito e racismo são temas sempre muito polêmicos. No Brasil temos a mania de dizer que não temos preconceito. Mentira, e acima de tudo, hipocrisia. Atire a primeira pedra aquele que nunca atravessou a rua quando alguém “suspeito” vinha em direção contrária. Deixe-me adivinhar, esse mesmo alguém era negro e mal vestido ? Alguem disconfia de um loiro engravatado? Jamais.

Sim, o nível por aqui não é tão grande quanto nos EUA, por exemplo. Onde qualquer mera alusão é tida como passivel de condenação. O excesso de repressão causa quase um apartheid, onde brancos e negros travam uma guerra cívil por baixo dos panos. Ódio. Sim, essa é a palavra.

De tanto ouvir em preconceito, sem às vezes ao menos sentir, as minorias (sejam elas qual for) entraram em processo de auto-afirmação, uma forma de preconceito camuflada sobre a bandeira da causa.

Não é díficil encontrar frases, campanhas que defendem, por vezes estimulam, a causa. Falam muito de direito, quando esquecem os deveres. “100% Negro”, “Raça Malandra”, “Cor do Pecado”, “Não a Homofobia”, entre tantas outras. Agora imagine eu, um branquelo de classe média, saio na rua vestindo uma camisa “100% Branco”, ou proponho uma revista “Brancos” (em oposição a revista Raça), ou faço uma passeata em defesa dos heterossexuais. Eu sou no minimo detido, ou sou espancado na rua. Agora me explique a diferença ? Defender e levantar a bandeira é repetir o erro a antes submetido ?

Antes que me acusem de tudo, quem me conhece sabe. Moro num local pobre, rodeado de minorias, onde me dou bem com todos (ao menos até o momento). Já fui em muitas festas GLS, e muitos de meus amigos são homossexuais. Esses, correm atrás de seus direitos, sem ofuscar os dos próximos.

Agora fazendo valer o título do post. Numa dessas festas GLS que eu fui, muitos me indagaram o que eu estava fazendo no local, e por vezes foram rispidos comigo. Qual o problema ? Era legal, a música era legal, sem brigas, estava acompanhando algumas amigas… Agora me diz se isso não é exatamente a mesma coisa ?

As minorias em geral se auto-condenam. Uma colega minha por diversas vezes foi insultada, por ser homossexual, mas não se portar como. PORTAR COMO ? O que é isso, a liberdade é um diretio básico de qualquer um, e a primeira coisa a ser levantada em qualquer comicio. Outro exemplo eu ouvi a pouco tempo atrás no ônibus, quando as cotas ainda estavam em vigor na UFSC. Dois negros estavam conversando quando um falou pro outro: “Mas agora tá fácil de passar né ?”. Significa que esses mesmo não vão se esforçar pra passar por mérito e sim por diretio direto das cotas. A razão do conhecimento não faz mais sentido quando a limitação do mesmo não é uma barreira. Por que não pensar em saber para quando adentrar na universidade mostrar para os brancos preconceituosos que ele está ali por mérito e conhecimento, tendo em vista, sim, as limitalções impostas pelo ensino público.

Por fim, não me venham com discursos hipócritas.

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